Como Diagnosticar?

Para um diagnóstico correto de câncer é muito importante compreender que existem muitos tipos de câncer e que esses tipos podem acometer vários órgãos do nosso corpo. Isso faz com que existam tipos diferentes de tratamentos para cada câncer, tornando fundamental a determinação do tipo específico de câncer que será tratado.

O cirurgião oncológico é o médico especializado que dispõe de vários recursos para um diagnóstico correto.

Estes recursos são: os sinais e sintomas do paciente, o exame físico, que é essencial para determinar o estado do paciente, exames laboratoriais gerais e específicos, exames de imagem, que mostraram a lesão em caso de existência da doença, marcadores tumorais e a biópsia, que é a obtenção de uma amostra do tumor suspeito para exame microscópico.

Para se determinar de modo mais exato qual o tipo de câncer do paciente, pode ser necessária a realização de vários exames especiais. Esse conhecimento ajuda o médico a determinar quais outros exames podem ser solicitados, pois cada tipo de câncer segue um padrão específico de crescimento e disseminação.

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VEJA COMO PODEM SER DIAGNOSTICADOS OS PRINCIPAIS TIPOS DE CÂNCER:

Estimam-se, para o Brasil, no ano de 2015, 11.280 casos novos de câncer da cavidade oral em homens e 4.010 em mulheres. Tais números correspondem a um risco estimado de 11,54 casos novos a cada 100 mil homens e 3,92 a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: os principais sinais que devem ser observados são lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias; manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa jugal (bochecha); nódulos (caroços) no pescoço e rouquidão persistente. Nos casos mais avançados observa-se: dificuldade de mastigação e de engolir; dificuldade na fala; sensação de que há algo preso na garganta.

 

A melhor forma de diminuir a incidência dessa doença é controlar os fatores de risco que conhecidamente favorecem seu desenvolvimento. Para reduzir a mortalidade, é necessário que haja diagnóstico precoce feito por meio do exame clínico dos tecidos da boca, realizado obrigatoriamente por um profissional de saúde capacitado, com o qual será possível identificar tanto lesões potencialmente malignas quanto o câncer em estágios iniciais, possibilitando um tratamento menos agressivo e o aumento da sobrevida. O autoexame não deve ser preconizado como método preventivo, pois há o risco de mascarar lesões e retardar o diagnóstico do tumor.

 

Diante de alguma lesão que não cicatrize em um prazo máximo de 15 dias, deve-se procurar um profissional de saúde (médico ou dentista) para a realização do exame completo da boca. Pessoas com maior risco para desenvolver câncer de boca (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) devem ter cuidado redobrado.

Estimam-se, para 2015, no Brasil, 15.070 casos novos de câncer de cólon e reto em homens e 17.530 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 15,44 casos novos a cada 100 mil homens e 17,24 a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação são sinais de alerta. Também pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas de cor escura, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar. Pacientes com esses sintomas necessitam procurar o cirurgião oncológico para a realização de colonoscopia (exame de imagem que vê o intestino por dentro).

 

Os tumores colorretais podem ser detectados precocemente através de dois exames: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente à pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, é recomendada a colonoscopia. Pacientes com os sintomas listados acima necessitam realizar colonoscopia sem haver a necessidade de realizar a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

 

O diagnóstico requer biópsia (exame de fragmento de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada do fragmento é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio).

Para o ano de 2015, no Brasil, são esperados 15.590 casos novos de câncer do colo do útero, com um risco estimado de 15,33 casos a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: é uma doença de desenvolvimento lento que pode não apresentar sintomas em fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal irregular ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados.

 

O teste citopatológico convencional (Papanicolaou) é a principal estratégia de programas de rastreamento do câncer do colo do útero no mundo. Existe uma fase pré-clínica (sem sintomas) do câncer do colo do útero, em que a detecção de lesões precursoras (que antecedem o aparecimento da doença) pode ser feita através do exame preventivo Papanicolaou. Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura do câncer cervical são de 100%. Conforme a evolução da doença, aparecem sintomas como sangramento vaginal, corrimento e dor.

 

No Brasil, a estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde é o exame citopatológico em mulheres de 25 a 64 anos.

 

Quando há o diagnóstico de de câncer de colo de útero, é fundamental que a mulher seja avaliada por um cirurgião qualificado, com experiência no tratamento cirúrgico de câncer ginecológico, pois as chances de cura estão muito relacionadas à indicação correta do tratamento. Nos estágios iniciais, o melhor tratamento é a cirurgia realizada por cirurgião com experiência com esta doença. Em outros casos, o melhor tratamento é com outras modalidades como radioterapia e/ou quimioterapia, com ou sem cirurgia.

 

O câncer de colo de útero está desaparecendo progressivamente nos países desenvolvidos porque as mulheres procuram mais os serviços de saúde para receberem a vacina e para realizar seus exames periódicos. Estima-se que, com a vacinação e a conscientização, o câncer de colo de útero deixe de ser uma triste realidade e passe a fazer parte da nossa história, assim como outras doenças passíveis de prevenção através de vacinas.

Para o Brasil, no ano de 2015, esperam-se 8.010 casos novos de câncer de esôfago em homens e 2.770 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 8,18 casos novos a cada 100 mil homens e 2,70 a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: na sua fase inicial, o câncer de esôfago não apresenta sinais. Porém, com a progressão da doença, alguns sintomas são característicos, como dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite. Na maioria das vezes, a dificuldade de engolir (disfagia) já sinaliza doença em estado avançado. A disfagia progride de alimentos sólidos até pastosos e líquidos. A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal. Pessoas com esses sintomas precisam procurar o cirurgião oncológico para realização de exames de diagnóstico.

 

O diagnóstico é feito através da endoscopia digestiva (exame de imagem que investiga o interior do tubo digestivo), de estudos citológicos (das células) e de métodos com colorações especiais. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura atingem 98%. Na presença de disfagia (dificuldade de engolir) para alimentos sólidos, é recomendado estudo radiológico contrastado e também endoscopia com biópsia ou citologia para confirmação.

Esperam-se 12.870 casos novos de câncer de estômago em homens e 7.520 em mulheres para o Brasil, no ano de 2015. Esses valores correspondem a um risco estimado de 13,19 casos novos a cada 100 mil homens e 7,41 a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: Sinais como queimor na parte superior do abdômen, perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar tanto uma doença benigna (úlcera, gastrite, etc.) como tumor de estômago. Massa palpável no abdômen, aumento do tamanho do fígado e presença de íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo indicam estágio avançado da doença. Pessoas com esses sintomas precisam procurar o cirurgião oncológico. Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, entretanto o vômito com sangue ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago. Também pode surgir sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte (indicativo de sangue digerido), com aparência de borra de café.

Para um correto diagnóstico é realizada a endoscopia digestiva alta que é o método mais eficiente por permitir a avaliação visual da lesão e a realização de biópsias. Nesse exame, um tubo flexível de fibra ótica ou uma microcâmera é introduzida pela boca e conduzida até o estômago. O exame é realizado sob sedação e com anestesia da garganta, para diminuir o desconforto.

Através da ultrassonografia endoscópica, é possível avaliar o comprometimento da parede gástrica e a propagação das células cancerosas para órgãos próximos e nódulos linfáticos.

Também são realizados exames de tomografia computadorizada para avaliar se o câncer está restrito ao estômago ou se tem tumores em outros órgãos (metástases).

Como o hepatocarcinoma evolui em um curto espaço de tempo, geralmente o tumor se encontra avançado quando é feito o diagnóstico. O tempo de duplicação do volume de massa é, em média, de quatro meses.

 

Os principais fatores de risco para o hepatocarcinoma são: cirrose por hepatite B ou C, por álcool, ou secundária à esteatohepatite, mais comum em pacientes portadores de esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) grave. Pacientes portadores de cirrose devem realizar rastreamento para hepatocarcinoma, com exame de ultrassonografia semestral.

 

Sintomas: dor abdominal, massa abdominal, distensão, perda de peso inexplicada, perda de apetite, mal-estar, icterícia (tonalidade amarelada na pele e nos olhos) e ascite (acúmulo de líquido no abdômen).

 

Alguns exames ajudam o médico a confirmar o diagnóstico:

 

– tomografia computadorizada:
o exame produz imagens como se fosse um “corte” do corpo e serve para descobrir e localizar os tumores;

 

– ressonância nuclear magnética (RNM):
não é muito diferente da tomografia computadorizada, no que se refere à capacidade de identificar os tumores hepáticos primários ou metastáticos, mas pode definir um pouco melhor a extensão do tumor nos pacientes com cirrose hepática;

 

– laparoscopia: permite a visualização direta do órgão e a biópsia (remoção de uma pequena quantidade de tecido para análise laboratorial que vai determinar se o tumor é maligno ou não). É mais eficaz quando associada à ultrassonografia videolaparoscópica.

Para o Brasil, em 2015, são previstos 57.120 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

 

Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum destes sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico.

 

A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos inchadas. Nas mulheres que já estão na menopausa, esse autoexame pode ser feito em qualquer época do mês. Alterações devem ser relatadas ao médico, mesmo que elas tenham aparecido pouco tempo depois de uma mamografia ou do exame clínico das mamas feito pelo profissional de saúde.

 

O autoexame das mamas não é incentivado como método isolado de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo. Portanto, o exame das mamas feito pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

 

Além disso, mulheres sem alterações no exame clínico das mamas podem ter alterações detectadas na mamografia de rotina, que deve ser realizada em todas as mulheres a partir dos 50 anos de idade, a cada dois anos.

 

O rastreamento assim como a investigação diagnóstica de um nódulo palpável são feitos com base na mamografia. O ultrassom das mamas pode servir como complemento à mamografia, pois ajuda a diferenciar cistos de nódulos.

 

A ressonância magnética é recomendada para o rastreamento apenas em populações de alto risco, como pacientes com uma história familiar confirmada ou suspeita, pacientes sabidamente predispostas geneticamente ao câncer ou pacientes que já tiveram um primeiro câncer de mama. Nas pacientes com alto risco definido com base em história familiar ou genética, a recomendação é iniciar o rastreamento antes dos 30 anos de idade.

 

O diagnóstico de câncer de mama somente pode ser estabelecido através de uma biópsia de área suspeita que seja analisada por um patologista e emitido o laudo de câncer. A realização da biópsia, no entanto, somente ocorre quando há alguma alteração suspeita no exame físico ou na mamografia.

Estimam-se 5.680 casos novos de câncer do ovário para o Brasil, no ano de 2015, com um risco estimado de 5,58 casos a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náuseas, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante. Outros sintomas, apesar de menos comuns, também podem surgir, como necessidade frequente de urinar e sangramento vaginal. A maioria desses sintomas não significa que a mulher tem tumor de ovário, mas serve de alerta para que ela procure um médico.

 

A grande dificuldade desse tipo de câncer sempre foi o diagnóstico precoce, determinante para a cura ou sobrevida da paciente. Exames isolados nem sempre são capazes de mostrar a doença em sua fase inicial, mas tentativas de desenvolver um processo que seja eficaz nessa descoberta estão em andamento.

 

Uma coisa é certa: esse câncer não tem relação com o aparecimento de cistos benignos no ovário (ou cistos funcionais) ou com a síndrome dos ovários policísticos. Essa síndrome, de origem hormonal, atinge 15% das mulheres em idade reprodutiva e tem sintomas bem claros: irregularidade menstrual, aumento dos pelos no corpo, da oleosidade na pele e da concentração de gordura corporal.

 

Diante de algum sintoma suspeito, o médico poderá pedir exame de sangue específico e uma ultrassonografia transvaginal. Baseado nos resultados desses testes, poderá ser indicada biópsia (feita por laparoscopia ou laparotomia) do tecido ovariano.

A localização do pâncreas, na cavidade mais profunda do abdômen, atrás de outros órgãos, prejudica a detecção do tumor, que em geral acontece tardiamente. 

Entre os exames que podem ser solicitados pelo médico estão os de sangue, fezes, urina, ultrassonografia abdominal, tomografia, ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas. A confirmação se dá por biópsia de tecido do órgão.

 

Sintomas: os sintomas dependem da região onde está localizado o tumor. Os mais perceptíveis são perda de apetite e de peso, fraqueza, diarreia e tontura. 

O tumor que atinge a cabeça do pâncreas provoca icterícia, doença que deixa a pele e os olhos amarelados. Quando o tumor avança, um alerta comum é a dor na região das costas, no início de baixa intensidade, podendo ficar mais forte. Outro sintoma é o aumento do nível de glicose (açúcar) no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina, principal função do pâncreas.

 

Uma das manifestações mais comuns da neoplasia pancreática é o diabetes mellitus de início súbito ou uma descompensação clínica súbita de um quadro de diabetes previamente compensado. É fundamental a investigação adequada nesses casos.

Estimam-se, para o Brasil, no ano de 2015, 394.450 casos novos de câncer, excluindo-se os tumores de pele não melanoma. Como o percentual mediano dos tumores pediátricos observado nos RCBP (Registro de Câncer de Base Populacional) brasileiros é próximo de 3%, podemos deduzir, portanto, que ocorrerão cerca de 11.840 casos novos de câncer em crianças e adolescentes até os 19 anos.

 

Sintomas: os pais devem prestar atenção ao fato de que a criança não inventa sintomas. Ao sinal de alguma anormalidade, devem levar os filhos ao pediatra para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita ao médico.

 

Muitas crianças e adolescentes com câncer chegam ao centro especializado de tratamento com a doença em estágio avançado por diversos fatores: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer, desinformação dos médicos.

 

Algumas vezes, o diagnóstico é feito tardiamente porque a apresentação clínica das características de determinado tipo de tumor pode não diferir muito de doenças comuns na infância. Por isso, o conhecimento do pediatra acerca do câncer é determinante para um diagnóstico seguro e rápido.

98.420 casos novos de câncer de pele não melanoma nos homens e 83.710 nas mulheres são estimados para 2015 no país. Esses valores correspondem a um risco estimado de 100,75 casos novos a cada 100 mil homens e 82,24 a cada 100 mil mulheres. Quanto ao melanoma, apesar da letalidade elevada, sua incidência é baixa, com a previsão de 2.960 casos novos em homens e 2.930 em mulheres.

 

Melanoma:

 

Sintomas: o melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.

 

O diagnóstico pode ser feito através de exames de imagem ou biópsia, que é a remoção de uma pequena quantidade de tecido utilizando técnicas que preservam a lesão inteira de modo que a espessura potencial do câncer e sua margem possam ser examinadas com cuidado. Existem diferentes tipos de biópsias que podem ser utilizadas para diagnosticar um câncer de pele, e a escolha dependerá do tamanho da área afetada e sua localização no corpo.

 

A coloração da lesão pode variar do castanho-claro, passando por vários matizes, até chegar à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea).

 

O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical. Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme (camada mais superficial da pele), podendo atingir ou não a derme papilar superior (camada intermediária da pele).

 

No sentido vertical, seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.

 

Não melanoma:

 

Sintomas: feridas na pele cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, variação na cor de sinais pré-existentes, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram. Nesses casos, deve-se procurar o mais rápido possível o médico dermatologista (especialista em pele).

 

O câncer de pele não melanoma pode apresentar dois tipos de diagnóstico. O carcinoma basocelular é diagnosticado através de uma lesão (ferida ou nódulo) e apresenta evolução lenta. O carcinoma epidermoide também surge por meio de uma ferida, porém evolui rapidamente e vem acompanhado de secreção e coceira. A maior gravidade do carcinoma epidermoide se deve à possibilidade dele apresentar metástase (espalhar-se para outros órgãos).

Estimam-se 68.800 casos novos de câncer de próstata para o ano de 2015 no Brasil. Esses valores correspondem a um risco estimado de 70,42 casos novos a cada 100 mil homens.

 

Sintomas: em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Quando já está em fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

 

O diagnóstico do câncer de próstata é baseado no toque retal, no nível do PSA, e no sistema de graduação de Gleason. A partir dessas informações, o médico define quais exames de imagem são necessários para finalizar o diagnóstico e definir o tratamento. Homens com exame de toque normal, PSA baixo e graduação de Gleason baixa podem não precisar de exames de imagem, uma vez que a chance da doença ter se disseminado é baixa.

No Brasil, para 2015, estimam-se 16.400 casos novos de câncer de pulmão entre homens e 10.930 entre mulheres. Tais valores correspondem a um risco estimado de 16,79 casos novos a cada 100 mil homens e 10,75 a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são a tosse, geralmente seca e e com duração maior que 3 semanas; presença de sangue no escarro; falta de ar e pneumonia de repetição. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns para o paciente.

 

São fatores de risco para o câncer de pulmão: tabagismo e tabagismo passivo (conviver com fumantes). Mesmo o hábito de fumar e não inalar ou tragar a fumaça está diretamente ligado ao risco de desenvolver esse câncer. Há também o risco ocupacional : trabalhadores em mineradoras, construção naval, fábricas de isolantes térmicos e freios , principalmente quando fumantes, também têm risco maior devido ao contato com agentes cancerígenos : arsênio, amianto, asbesto, cloreto de vinila, dentre outros.

 

A maneira mais fácil de diagnosticar o câncer de pulmão é através de raio-X do tórax, complementado por tomografia computadorizada. A broncoscopia (endoscopia respiratória) deve ser realizada para avaliar as vias aéreas e, eventualmente, permitir a biópsia. Toracoscopia e mediastinoscopia (visualização dos pulmões e do mediastino através de câmera de vídeo) também permitem a coleta de material para biópsia. A coleta de líquido na pleura, quando presente, também permite o diagnóstico.

 

Uma vez obtida a confirmação da doença, é feito o estadiamento, que avalia o estágio de evolução, ou seja, verifica se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos. Utiliza-se a tomografia computadorizada do tórax , abdômen e cérebro . Cintilografia óssea e ressonância magnética do cérebro também podem ser usadas. São procedimentos importantes para uma avaliação precisa e definição da conduta a ser seguida.

Para o Brasil, no ano de 2015, são estimados 4.960 casos novos de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC) em homens e 4.130 em mulheres. Isso corresponde a um risco estimado de 5,07 casos novos a cada 100 mil homens e 4,05 a cada 100 mil mulheres.

 

Sintomas: dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

 

Os tumores cerebrais são geralmente detectados em função dos sintomas. Se houver uma suspeita de câncer, serão necessários exames clínicos para confirmar o diagnóstico. O médico fará perguntas sobre o histórico clínico do paciente e de seus familiares para verificar possíveis fatores de risco e para entender melhor os sintomas. Também realizará um exame neurológico, onde serão avaliadas algumas funções, como reflexos, força muscular dos olhos, boca e movimento, coordenação e agilidade. Se os resultados do exame sugerirem um tumor cerebral, o médico encaminhará o paciente a um neurologista (médico especializado em doenças do sistema nervoso) ou neurocirurgião (cirurgião especializado em doenças do sistema nervoso) para um exame mais detalhado das funções nervosas e suas alterações. O especialista também solicitará exames complementares, como: eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros. Radiografias simples do crânio e do cérebro não ajudam muito no diagnóstico da grande maioria de tumores cerebrais.

Esperam-se, no ano de 2015, para o Brasil, 1.150 casos novos de câncer de tiroide para o sexo masculino e 8.050 para o sexo feminino, com um risco estimado de 1,15 casos a cada 100 mil homens e 7,91 casos a cada 100 mil mulheres.

 

Estar atento aos sinais e sintomas é a melhor maneira de diagnosticar a maioria dos cânceres da tiroide precocemente.

 

Sintomas: o câncer de tiróide pode causar qualquer um dos seguintes sinais ou sintomas: nódulo, caroço ou inchaço no pescoço, às vezes crescendo rapidamente; dor na parte anterior do pescoço, às vezes, subindo para a região dos ouvidos; rouquidão ou outras alterações na voz que não desaparecem; dificuldade para engolir; problemas respiratórios; tosse constante.

 

Muitas condições benignas podem causar os mesmos sintomas. Nódulos da tiroide são comuns e geralmente benignos. Ainda assim, na presença de alguns desses sintomas é importante consultar um médico para que a causa possa ser detectada e tratada, se necessário.