Como Se Prevenir?

No Brasil, a estimativa para o ano de 2014, que será válida também para 2015, aponta para a ocorrência de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, demonstrando o tamanho do problema do câncer no país. O câncer de pele do tipo não melanoma (182 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), cólon e reto (33 mil) e pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil).

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Há algumas medidas preventivas importantes que devem ser implementadas para reduzir a ocorrência do câncer, como as estratégias para o controle do tabagismo, relacionadas principalmente para se evitar o câncer de pulmão; a promoção da alimentação saudável, para a prevenção dos cânceres de estômago e intestino, entre outros; a vacinação preventiva para evitar infecção pelo Papilomavírus humano (HPV) e hepatite viral e assim se evitar respectivamente o câncer decolo do útero e de fígado. De um modo geral, a adoção de estilos de vida mais saudáveis, como uma alimentação adequada e a prática regular de atividade física, permite um melhor controle dos cânceres de mama, próstata e intestino.

Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes. É importante salientar que a alimentação saudável somente funciona como fator protetor quando adotada constantemente, durante toda a vida.

COMO DIMINUIR O RISCO DE TER CÂNCER

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Não fume. As pessoas que fumam têm 10 vezes mais possibilidade de ter câncer de pulmão do que aquelas que nunca fumaram. O consumo de tabaco é a causa de morte que mais pode ser prevenida hoje em dia.

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Abandone costumes alimentares pouco saudáveis que causam obesidade. Escolha alimentos com fibras, grãos e com pouca gordura. Consuma frutas diariamente. Faça atividades físicas regularmente e mantenha um peso adequado.

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Evite a exposição excessiva ao sol. Use protetor solar (FPS 15-30) e roupas que diminuam sua exposição.

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Evite o consumo de álcool. Beber grandes quantidades de álcool pode provocar câncer de boca, esôfago e fígado. Consuma com moderação, principalmente se você também fumar.

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Evite a exposição ocupacional. Siga as normas de seu trabalho para evitar exposição às radiações, agentes químicos e pesticidas.

MEDIDAS PREVENTIVAS PARA OS PRINCIPAIS TIPOS DE CÂNCER

O câncer de boca acomete mais os homens acima dos 40 anos.  Os fatores de risco mais conhecidos para este tipo de câncer são:

 

– tabaco: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas. O cigarro representa o maior risco para o desenvolvimento dessa doença, e o risco varia de acordo com o consumo. Ou seja, quanto mais frequente for o ato de fumar, maiores serão as chances de desenvolver câncer de boca.

 

– etilismo:  o consumo regular de bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver câncer de boca. A associação entre cigarro e bebidas alcoólicas aumenta muito o risco para câncer de boca.

 

– vírus HPV: pesquisas comprovam que o vírus HPV está relacionado a alguns casos de câncer de boca.

 

– radiação solar: a exposição ao sol sem proteção representa alto risco para o câncer de lábios.

 

Além desses fatores, observa-se que pacientes com câncer na cavidade oral tem uma higiene bucal deficiente e uma dieta pobre em proteínas, vitaminas e minerais e rica em gorduras. A dieta também parece exercer um papel importante na prevenção desse tipo de câncer. Alguns estudos de base hospitalar mostram que o aumento da ingestão de frutas e vegetais contribui para a diminuição do risco de desenvolver essa neoplasia.

 

A consulta periódica com o dentista também é muito importante, pois ele pode ser a primeira pessoa a identificar tanto lesões potencialmente malignas quanto o câncer em estágios iniciais, possibilitando um tratamento menos agressivo e o aumento da sobrevida.

Uma dieta rica em vegetais e laticínios e pobre em gordura (principalmente a saturada), além de atividade física regular previnem o câncer colorretal. Deve-se evitar o consumo exagerado de carne vermelha. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento da doença, como idade acima de 50 anos, história familiar de câncer colorretal, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), baixo consumo de cálcio, além de obesidade e sedentarismo.

 

Também são fatores de risco doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).

Esse é o tumor que apresenta maior potencial de prevenção e cura, quando diagnosticado precocemente, depois do câncer de pele.

A prevenção do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo papilomavírus humano (HPV). A transmissão da infecção pelo HPV ocorre por via sexual, presumidamente através de lesões microscópicas, na mucosa ou na pele da região anogenital, e também através do contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal. O uso de preservativos (camisinha) durante a relação sexual com penetração e o sexo seguro são maneiras eficientes de se prevenir contra esse tumor.

Os principais fatores de risco estão relacionados ao início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros sem o uso de preservativos.

Uma maneira comprovada para prevenir o câncer do colo do útero é a realização de exames, como Papanicolaou e HPV, para detectar a presença de lesões pré-cancerosas. Uma lesão, se encontrada, pode ser tratada, evitando que se transforme em tumor maligno.

A vacina contra o HPV é uma promissora ferramenta para o combate ao câncer do colo do útero. Em 2014, o Ministério da Saúde implementou no Sistema Único de Saúde (SUS) a vacinação gratuita de meninas de 9 a 13 anos, com a vacina tetravalente, que protege contra dois principais tipos oncogênicos de HPV (16 e 18). A vacinação, contudo, não exclui as ações de prevenção e de detecção precoce pelo rastreamento, que busca lesões que se antecedem ao câncer e diagnosticam casos iniciais de câncer em mulheres sem sintomas. A forma de realizar o rastreamento é com a realização de exame de colposcopia e de citologia com a técnica Papanicolau, possibilitando a detecção do câncer de colo de útero na forma inicial in situ ou NIC III. Este é o principal motivo das mulheres terem que realizar o exame ginecológico de rastreamento ao menos uma vez ao ano, para detectar lesões precursoras ou o câncer de colo de útero em sua apresentação inicial e curável.

É importante adotar dieta rica em frutas e legumes, evitar o consumo frequente de bebidas muito quentes, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e derivados do tabaco. Estão associadas à maior incidência desse tumor história pessoal de câncer de cabeça, pescoço ou pulmão; infecção pelo papiloma vírus humano – HPV; tilose (espessamento da pele nas palmas das mãos e na planta dos pés), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o estômago), esôfago de Barrett (crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago), lesões cáusticas (queimaduras) no esôfago e Síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro).

 

Pessoas  que sofrem de acalasia, tilose, refluxo gastroesofágico, síndrome de Plummer-Vinson e esôfago de Barrett têm mais chances de desenvolver o tumor. Por isso, devem procurar o médico regularmente para a realização de exames.

 

A detecção precoce é muito importante, já que a doença é bastante agressiva, devido ao esôfago não possuir membrana. Com isso, há infiltração das células cancerosas nas estruturas vizinhas ao órgão, disseminação para os gânglios linfáticos e metástases (surgimento da doença em órgãos distantes) com grande frequência.

Para prevenir o câncer de estômago é fundamental seguir dieta balanceada, composta de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras, desde a infância. Ácido ascórbico (vitamina C) e betacaroteno (precursor da vitamina A), encontrados em frutas e verduras frescas, agem como protetores contra o câncer de estômago, porque evitam a ação dos nitritos (conservantes encontrados em alimentos industrializados). Além disso, é importante o combate ao tabagismo e a diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas.

 

Alimentação pobre em carnes e peixes e nas vitaminas A e C, ou ainda alto consumo de alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados em sal são fatores de risco para esse tipo de câncer.  Em algumas regiões brasileiras, onde os alimentos não são mantidos em geladeira e a sua conservação é ruim, o número de casos de câncer de estômago aumenta significativamente. Ingestão de água proveniente de poços com alta concentração de nitrato também está relacionada à maior incidência de tumores gástricos.

 

Infecções pela bactéria H. pylori podem ter associação com esse tipo de tumor. Como a H. pylori está presente nos alimentos e na água potável, há estimativas que ela esteja presente no estômago de cerca de 70% da população no Brasil. Mas somente são afetados os indivíduos predispostos geneticamente a hospedar essa bactéria. O tratamento por meio de antimicrobianos contra a bactéria é efetivo em 95% dos casos. A H. pylori predomina nas regiões onde o nível socioeconômico é mais baixo.

Muitos cânceres de fígado poderiam ser evitados reduzindo-se a exposição a fatores de risco para a doença que já são conhecidos:

 

– evitar infecções por hepatite, pois o fator de risco mais significativo é a infecção crônica por hepatite B e C. Já existe vacina para prevenção da hepatite B, para pessoas em situação de risco, mas ainda não existe vacina para a prevenção da hepatite C. Pessoas com alto risco para hepatite B ou C devem fazer testes para essas infecções e serem tratadas.
É importante não compartilhar agulhas e manter práticas sexuais seguras.

 

– limitar o uso de álcool e cigarro. O abuso de álcool é uma das principais causas da cirrose, que pode levar ao câncer de fígado. Parar de fumar pode também ligeiramente diminuir o risco.

 

– manter um peso saudável, evitando a obesidade, pode ser outra maneira de se proteger contra o câncer de fígado. Pessoas obesas têm mais chances de ter esteatose hepática (fígado gorduroso) e diabetes, doenças que têm sido relacionadas com esse tipo de câcer.

 

– limitar a exposição a produtos químicos cancerígenos. Mudar a forma como certos grãos são armazenados (em países tropicais e subtropicais) poderia reduzir a exposição às substâncias causadoras de câncer, como as aflatoxinas. A maioria dos países desenvolvidos já têm regulamentos para proteger os consumidores e trabalhadores de determinados produtos químicos conhecidos por causar o câncer de fígado.

 

– tratar doenças que podem aumentar o risco, como doenças hereditárias que podem causar a cirrose hepática. Diagnosticar e tratar estas doenças precocemente pode diminuir a incidência de cancer de fígado. Por exemplo: todas as crianças de famílias com hemocromatose devem ser rastreadas para a doença e tratadas, se necessário.

É extremamente importante entender a terminologia médica sobre os conceitos de prevenção primária e prevenção secundária.

 

A prevenção primária consiste em várias medidas para evitar o desenvolvimento de uma doença, ou seja, se relaciona às estratégias para evitar que o câncer de mama apareça (manter o peso adequado, praticar atividade física, ter uma alimentação saudável e evitar a reposição hormonal).

 

Já a prevenção secundária consiste na realização de exames que possam detectar uma doença em sua fase inicial. Neste quesito é que a mamografia se enquadra. Ou seja, fazer mamografia anualmente não previne o aparecimento de câncer de mama, mas permite que ele seja detectado precocemente, aumentando em muito as chances de cura da paciente.

 

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde e do INCA, como estratégia para a detecção precoce do câncer de mama em mulheres com risco padrão, é que se realize mamografia de rastreamento bienal para mulheres entre 50 a 69 anos e o exame clínico das mamas (realizado por profissional de saúde) anualmente a partir dos 40 anos. Para as mulheres de grupos populacionais considerados de alto risco para câncer de mama, recomenda-se o exame clínico das mamas (realizado por profissional de saúde) e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos. O histórico familiar é muito importante para o câncer de mama, sendo os principais fatores: parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos ou câncer de mama bilateral em qualquer idade, homens com câncer de mama na família, parentes com câncer de ovário, pacientes ou familiares sabidamente com mutação dos genes BRCA1 ou BRCA2, radiação torácica prévia, diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atípia ou neoplasia lobular in situ, dentre outros.

 

No entanto a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Sociedade Brasileira de Radiologia, bem como a American Cancer Society e a Society of Surgical Oncology recomendam, para as pacientes de risco habitual, a realização da mamografia anualmente se iniciando aos 40 anos de idade, associada ao exame clínico das mamas (realizado por profissional de saúde). Já para as paciente de alto risco (veja acima os critérios) o rastreamento deverá ser iniciado entre 25-30 anos de idade (levando-se em conta a idade de aparecimento do caso de câncer na idade mais jovem na família, bem como a presença de determinado tipo de mutação genética ou sintoma da paciente).

 

Nos últimos três anos, o INCA e o Ministério da Saúde vêm ampliando a estratégia de “estar alerta” à população feminina e aos profissionais de saúde. Essa estratégia de comunicação sugere que todas as mulheres conheçam os principais fatores de risco para o câncer de mama, a idade de maior risco de ocorrência da doença e seus mais frequentes sinais e sintomas. Também recomenda que as mulheres, ao identificarem tais sinais e sintomas, procurem imediatamente um serviço de saúde para esclarecimento e diagnóstico.

As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco e consultar regularmente o seu médico, principalmente aquelas acima de 50 anos. Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados ao aparecimento do câncer de ovário. História familiar é o fator de risco isolado mais importante. Cerca de 10% dos casos apresentam componente genético ou familiar e 90% são esporádicos, isto é, sem fator de risco conhecido.

 

Ter tido câncer de mama, útero ou colorretal ou nunca ter engravidado também aumentam o risco de ter câncer de ovário. Alguns estudos sugerem que a ingestão do hormônio estrogênio (sem progesterona) por 10 anos ou mais pode aumentar a chance de a mulher vir a ter esse tipo de tumor.

 

A presença de cistos no ovário, bastante comum, não deve ser motivo para pânico. O perigo só existe quando eles são maiores que 10 cm e possuem áreas sólidas e líquidas. Nesse caso, quando detectado o cisto, a cirurgia é o tratamento indicado.

 

O exame preventivo ginecológico (Papanicolaou) não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero.

 

A prevenção primária (antes da doença surgir) do câncer de ovário pode ser oferecida para mulheres com as mutações genéticas e inclui a remoção precoce dos ovários e trompas (salpingooforectomia bilateral, ou anexectomia bilateral). Este procedimento é realizado geralmente pela via laparoscópica (através de pequenas incisões no ventre ou uma incisão única no umbigo), por cirurgião acostumado a realizar prevenção de câncer de ovário através desta técnica. A cirurgia para remoção preventiva das trompas e ovários geralmente é de baixo risco para complicações, porém as sequelas após o procedimento devem ser abordadas e tratadas.

Não existem diretrizes estabelecidas para a prevenção do câncer de pâncreas. Por enquanto, a melhor abordagem é evitar os fatores de risco. Não fumar, evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, além de adotar dieta balanceada, rica em frutas e vegetais, são medidas válidas para prevenir.

 

O tabaco aparece como principal fator de risco para o surgimento desse tipo de câncer. Quem faz uso do cigarro e seus derivados tem três vezes mais chances de desenvolver câncer de pâncreas do que os não fumantes. E quanto maior a quantidade e o tempo de consumo, maior o risco. A doença também está relacionada ao consumo excessivo de gordura, de carnes e de bebidas alcoólicas, e à exposição a compostos químicos, como solventes e petróleo, durante longo tempo. Pessoas que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, as submetidas a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno, as que sofreram retirada da vesícula biliar, e aquelas com histórico familiar de câncer têm mais chances de desenvolver a doença. Esse grupo deve se submeter a exames médicos periódicos. Também devem ser seguidos pacientes portadores das síndromes: síndrome relacionada à mutação do gene BRCA (risco aumentado de câncer de mama e de ovário), síndrome familiar relacionada a melanomas de pele, polipose adenomatosa familiar (relacionada ao câncer colorretal) e Síndrome de Von-Hippel-Lindau (relacionada ao câncer de rim).

 

Outro fator de risco significativo para esta neoplasia é a idade avançada. Pacientes mais idosos com icterícia (coloração amarelada da pele e escleras), diabetes descompensado de início ou piora recentes ou mesmo dor nas costas não esclarecida devem ser investigados.

 

Manter um peso saudável, ter uma dieta controlada e praticar atividades físicas também são importantes medidas de prevenção.

Nos tumores da infância e adolescência, até o momento, não existem evidências científicas que deixem claro a associação entre a doença e fatores ambientais. Logo, prevenção é um desafio para o futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce e orientação terapêutica de qualidade.

Ações de prevenção primária, como a proteção individual contra a luz solar, são altamente efetivas e de custo relativamente baixo para a prevenção do câncer de pele. Devemos lembrar que o uso dos filtros solares deve ser diário e não restrito apenas aos momentos de lazer. Deve-se passar o filtro solar várias vezes ao dia. A educação em saúde para a população e a promoção de ambientes que propiciem a proteção contra as radiações solares, principalmente nos ambientes de trabalho e lazer, também são efetivas para a coletividade.

 

Pessoas de pele clara ou que já tenham história prévia de ressecção de lesões prévias ou que usam imunossupressores devem ficar atentas ao surgimento de lesões pigmentares ou mudança nas características das lesões já existentes.

 

É recomendável que se procure um dermatologista ao primeiro sinal de surgimento de novas manchas ou sinais na pele, ou modificações na cor, tamanho e bordas de lesões antigas, permitindo identificar possíveis cânceres precocemente.

 

Melanoma: como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10 às 16h, quando os raios são mais intensos. O maior fator de risco para o surgimento do melanoma é a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento). Mesmo em outros períodos, recomenda-se a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou superior.

 

Outros fatores de risco são: a pele clara, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), idade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

 

Não melanoma: os tumores de pele estão relacionados a alguns fatores de risco, principalmente à exposição aos raios ultravioleta do sol. Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não melanoma.

 

Evite exposição ao sol das 10 às 16h e utilize sempre filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, além de chapéu, guarda-sol e óculos escuros.

 

Outros fatores de risco são a exposição a agentes químicos (arsênico) e à radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc).

 

Esse tipo de câncer é mais comum em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

 

A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

 

Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes, comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

Não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença, já que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão. Isso reduz consideravelmente o número de casos (incidência) e a mortalidade. Alimentar-se com frutas e verduras é recomendado principalmente porque esses alimentos contêm carotenoides (pigmentos vermelhos e amarelos) que possuem propriedades antioxidantes. Deve-se evitar, ainda, a exposição a certos agentes químicos (como o arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente no ambiente de trabalho. É muito importante seguir as medidas de proteção para o trabalhador para evitar contato com esses agentes de risco.

 

Exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer.

As possíveis causas desse tipo de câncer ainda são pouco conhecidas, a irradiação terapêutica é a única causa confirmada, porém a ocorrência desses casos é muito rara. Traumas físicos na região da cabeça e traumas acústicos (casos de trabalhadores expostos a alto nível de som) também são possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de meningioma e neurilemoma acústico, respectivamente.

A maioria das pessoas que tem câncer de tiroide não possui fatores de risco conhecidos, o que faz com que não seja possível impedir grande parte dos casos dessa doença.

 

Um dos fatores de risco conhecidos é a exposição à radiação, especialmente quando acontece na infância. Por isso, muitos médicos já não usam a radioterapia para doenças menos graves. Hoje em dia, evita-se qualquer exposição desnecessária ao raio-X.

 

A maior parte dos casos familiares pode ser prevenida através de exames de sangue que avaliam mutações em genes encontrados no carcinoma de tiroide medular familiar, ou tratada precocemente através da remoção da glândula da tiroide. Quando a doença é diagnosticada em alguém, os outros membros da família devem realizar exames para detectar qualquer alteração no gene. Em caso de histórico familiar para câncer de tiroide medular, é importante consultar um médico especializado em aconselhamento genético.